O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, Antônio Carlos Magalhães Neto, confirmou que uma empresa ligada a ele recebeu cerca de R$ 3,6 milhões provenientes do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos. Os valores aparecem em um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por monitorar movimentações suspeitas no sistema financeiro.
De acordo com os registros, os pagamentos foram feitos à A&M Consultoria Ltda., empresa criada por ACM Neto após as eleições de 2022 e da qual ele é sócio ao lado da esposa. As transferências ocorreram em diferentes momentos entre 2022 e 2024 e envolveram repasses das duas instituições financeiras para a companhia.
O relatório aponta que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu aproximadamente R$ 1,5 milhão em 11 transferências da Reag e cerca de R$ 1,3 milhão em nove repasses do Banco Master, totalizando quase R$ 2,9 milhões no período. Antes disso, também foram registrados pagamentos adicionais entre março e junho de 2023, que somaram pouco mais de R$ 700 mil.
Procurado por veículos de imprensa, o político confirmou os valores e afirmou que eles correspondem a serviços de consultoria prestados às empresas. Segundo ACM Neto, os contratos foram firmados quando ele já não ocupava cargo público e todas as atividades foram realizadas de forma regular, com pagamento de impostos e formalização contratual.
O ex-prefeito também argumentou que, no período em que os contratos foram celebrados, não havia fatos que desabonassem as empresas contratantes. Ele destacou ainda que a criação da consultoria teve justamente o objetivo de prestar serviços de análise política e econômica para organizações privadas após deixar a administração municipal de Salvador.
As movimentações financeiras foram citadas em relatórios de inteligência produzidos pelo Coaf no contexto de investigações mais amplas envolvendo o Banco Master, instituição que passou a ser alvo de apurações da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades financeiras e outros crimes ligados ao sistema bancário.
Apesar da repercussão política do caso, até o momento as informações divulgadas indicam apenas o registro das movimentações financeiras, sem conclusão oficial das autoridades sobre eventual irregularidade nos contratos firmados pela empresa do político.














































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