O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, abriu uma empresa na Espanha enquanto seu nome aparece em investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas a suspeitas de fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com registros empresariais espanhóis, a companhia foi criada em Madri no início de 2026 e recebeu o nome Synapta. A empresa foi registrada como uma sociedade limitada voltada para atividades de tecnologia, consultoria digital, soluções de informática e intermediação de negócios. O capital social inicial declarado é de cerca de 3 mil euros, valor mínimo exigido para abertura desse tipo de empresa no país.
Documentos indicam que Lulinha aparece como único administrador da companhia, que está registrada em um endereço no distrito de Chamartín, na capital espanhola. O local funciona como escritório compartilhado utilizado por empresas estrangeiras, prática comum para companhias recém-criadas que ainda não possuem estrutura operacional própria.
A abertura da empresa ocorre em um momento em que o nome do empresário é citado em apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre um esquema de fraudes bilionárias no sistema de crédito ligado ao INSS. Investigadores analisam possíveis beneficiários e intermediários do esquema, embora até o momento não haja acusação formal contra o filho do presidente.
Relatórios preliminares da investigação mencionam a suspeita de pagamentos periódicos que poderiam estar ligados a atividades de intermediação política ou empresarial, hipótese que está sendo examinada pelas autoridades. A defesa de Lulinha, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que o empresário não cometeu ilícitos e está disposto a colaborar com os esclarecimentos necessários.
Advogados também confirmaram a criação da empresa na Espanha, mas afirmaram que o empreendimento faz parte de um projeto empresarial voltado a oportunidades internacionais e que ainda não iniciou suas operações. Segundo a defesa, todas as etapas de registro foram feitas de acordo com a legislação espanhola e não há relação entre a empresa e as investigações em curso no Brasil.
O caso tem gerado repercussão política em Brasília, principalmente porque ocorre no contexto das investigações sobre fraudes no sistema financeiro e no INSS, que também envolvem outros empresários e operadores ligados a esquemas de crédito consignado e movimentações financeiras suspeitas.












































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