Superado o susto inicial provocado pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a dar como consolidado um diagnóstico difícil de digerir: a crise no país vizinho carrega consigo um risco real de impactar na corrida deste ano pelo Palácio do Planalto.
Na prática, a crise implodiu tudo o que o governo Lula planejava para a largada do ano eleitoral. A ideia era abrir 2026 com a agenda voltada às entregas da gestão, muitas delas ainda dependentes de aval no Congresso Nacional.
Depois de um fim de ano turbulento na relação com o Legislativo, o Planalto queria se dedicar a restabelecer pontes. E, quem sabe, destravar medidas estratégicas que ainda seguem penduradas, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção.
O novo cenário geopolítico altera totalmente o eixo das discussões. Caem na lista de prioridades as entregas eleitorais de Lula, a agenda econômica, a comunicação da pré-campanha. Entram no foco a agenda externa, o risco de a crise venezuelana extrapolar a fronteira e o temor quanto aos próximos passos do governo Trump.
A relação entre Lula e Trump, em especial, é uma peça delicada nessa equação. O presidente brasileiro encerrou o ano passado celebrando o elo estabelecido com os Estados, em decorrência das negociações do tarifaço.











































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