O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro participou, na segunda-feira (5/1/2025), de sua primeira audiência perante um tribunal federal de Nova York após ter sido detido no sábado (3/1) por autoridades dos Estados Unidos. A sessão marcou o início formal do processo criminal movido pela Justiça norte-americana. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, negaram todas as acusações.
A audiência teve caráter exclusivamente preliminar, limitada à leitura das denúncias e à formalização dos trâmites legais. O mérito do caso ainda não foi analisado. Nessa etapa inicial, o tribunal apenas estabelece os procedimentos do processo e agenda os próximos atos. A próxima audiência foi marcada para o dia 17 de março. Até lá, Maduro permanece preso no Brooklyn, por determinação do juiz federal Alvin Hellerstein.
A próxima sessão deverá ocorrer na fase de pré-julgamento, quando são organizados os passos do processo. Nesse momento, o magistrado avalia se acusação e defesa já iniciaram a troca de provas e define um cronograma com prazos para apresentação de requerimentos. Será também nessa fase que a defesa, conduzida pelo advogado Barry Joel Pollack, poderá contestar a denúncia e solicitar eventuais nulidades.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Maduro de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para a posse desse tipo de armamento.
Durante a audiência, Maduro acompanhou a leitura das acusações com o auxílio de fones de ouvido para tradução simultânea. Mesmo vestindo uniforme prisional, declarou ser “o presidente da Venezuela” e se definiu como “um homem decente”. Ao deixar o tribunal, reagiu a um manifestante que o chamou de ilegítimo, afirmando ser um “prisioneiro de guerra” e um “presidente sequestrado”.
Especialistas apontam que o desenrolar do processo pode seguir diferentes caminhos, desde a manutenção de uma postura de enfrentamento total à Justiça americana até eventuais negociações com a promotoria, o que poderá influenciar diretamente o desfecho do caso e o futuro do casal perante o sistema judicial dos Estados Unidos.











































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