O número de brasileiros que aguardam a análise de benefícios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a quase 3 milhões durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O volume representa um crescimento expressivo em comparação com o início da atual gestão e contraria o discurso oficial de redução da fila de espera.
Dados mais recentes indicam que o total de requerimentos pendentes se aproxima de 2,8 milhões, enquanto em janeiro de 2023 o estoque era pouco superior a 1 milhão. A alta ocorre em meio a dificuldades operacionais, aumento da demanda e mudanças nas regras de concessão de alguns benefícios.
Entre os principais gargalos está a fila para perícias médicas, considerada um dos pontos mais críticos do sistema. O número de pessoas aguardando avaliação dobrou no período, impactando diretamente pedidos de auxílio-doença e aposentadorias por incapacidade. Também houve crescimento relevante nos pedidos do Benefício de Prestação Continuada, voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Segurados relatam longos períodos de espera, insegurança financeira e dificuldades para manter despesas básicas enquanto aguardam uma resposta do instituto. Em muitos casos, o atraso na análise impede o acesso a uma renda essencial para a subsistência.
O INSS atribui o aumento da fila a fatores como alterações legislativas, ampliação do acesso a benefícios e maior complexidade nas análises, que dependem de informações de outros órgãos públicos. A autarquia afirma ter adotado medidas como mutirões e a criação de grupos de trabalho para tentar reduzir o estoque de pedidos.











































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