O novo líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou nesta segunda-feira (29) que o grupo deve apresentar em fevereiro, após o retorno dos trabalhos no Legislativo, um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Até a data, o grupo busca o “maior número da história” de assinaturas dos parlamentares.
O novo pedido mira o suposto envolvimento e atuação de Moraes em prol do Banco Master, com base em reportagem do jornal O Globo sobre contatos entre o ministro e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. O ministro nega ter tratado sobre o assunto nas reuniões com o chefe da autoridade monetária.
De acordo com os parlamentares, a conduta atribuída a Moraes é “incompatível com a dignidade, a honra e o decoro exigidos do cargo” e indica “possível interferência indevida” e “conflito de interesses”. O pedido também sugere o “favorecimento indireto de interesses econômicos vinculados ao seu núcleo familiar”.
Em prol da apresentação do novo pedido, Cabo Gilberto convocou parlamentares para irem a Brasília e defendeu a suspensão “momentaneamente” do recesso parlamentar, iniciado em 23 de dezembro.
Em outra frente, os congressistas também se mobilizam em prol de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o Banco Master. Para o requerimento ser apresentado, são necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.
De acordo com o líder da oposição, faltam as assinaturas de um deputado e de sete senadores. “A CPMI é uma outra estratégia. Atingiu as 171 assinaturas dos deputados e 27 senadores, dá prosseguimento [à apresentação do pedido]]. O processo de impeachment é uma questão política, então quanto mais assinaturas, melhor”, disse Cabo Gilberto.










































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