Preso nesta quinta-feira (13/11) pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) Alessandro Stefanutto (foto em destaque) permitiu que entidades faturassem mais de R$ 2 bilhões com descontos de mensalidade sobre aposentadorias mesmo após a revelação da Farra do INSS, feita pelo portal Metrópoles.
Stefanutto foi um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, que mira o esquema bilionário de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas. Além dele, a PF cumpriu nove mandados de prisão e 63 de busca e apreensão. Entre os alvos, também estão José Carlos Oliveira, ex-ministro do Trabalho e Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA).
O ex-presidente do INSS entrou na mira da PF por ter tomado medidas que beneficiaram as entidades suspeitas em plena investigação e após a série de reportagens do Metrópoles, iniciada em dezembro de 2023 — ele assumiu o cargo em julho daquele ano, por indicação do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que caiu após a primeira fase da Sem Desconto, em maio, e foi afastado do cargo no dia daquela operação, em abril.
Stefanutto autorizou, por exemplo, que as entidades usassem uma biometria facial própria para voltar a efetuar novos descontos de filiados. À época, um conjunto de entidades suspeitas de serem fantasmas havia feito o pedido para filiar novos aposentados com esse método, feito por empresas ligadas às próprias associações e que usavam até fotos de RG para simular biometrias de aposentados.











































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